Resina

Somos a primeira empresa do segmento de resina a ter o manejo florestal e a cadeia de custódia para processamento da resina certificados pelo FSC® (C120229/C116791). Também contamos com as certificações ISO 9001 e a ISO 14064

A Habitasul Florestal S.A., controlada pela Irani, possui 13.714 hectares no litoral norte do Rio Grande do Sul, distribuídos em 14 propriedades nos municípios de Balneário Pinhal, Cidreira, Mostardas, Tavares e São José do Norte. O plantio de Pinus elliottii totaliza 8.355 hectares de onde extraímos a matéria-prima utilizada no processo de produção de goma resina.

Nossas florestas são manejadas para a produção de toras e toretes para atendimento à indústria da região e a produção de goma resina destinada para o abastecimento dos processos produtivos de breu e terebintina. A resinagem é uma forma de antecipar receitas de uma floresta, gerando empregos diretos e contribuindo para a permanência do homem no campo.

O conceito de Foco do Cliente é aplicado em sua essência e nos move a compreender os processos dos nossos clientes e a aplicação de seus produtos para que possamos, com a nossa experiência e conhecimento, oferecer as melhores soluções.

(102-15) Com o corte raso do talhão realizado, definimos a forma como iremos proporcionar a recuperação da área: regeneração natural ou plantio de mudas. O sistema de manejo florestal que adotamos compreende ciclos de 21 anos:

A regeneração natural leva cerca de 3 anos e demanda apenas o controle de pragas por parte da Companhia. Já o plantio, requer a preparação mecânica do solo e pode ser concluído em apenas 3 meses.

No caso da regeneração natural, fazemos a seleção manual e mecanizada aos 3 e 5 anos de idade com o objetivo de manter no talhão (área demarcada para atividade florestal) as melhores árvores para o processo produtivo. Esta etapa não ocorre no plantio de mudas.

No caso de plantio, realizamos o preparo mecanizado inicial do solo e o plantio de 1.667 mudas por hectare.

Ao atingir 10 anos em ambos os sistemas, as árvores que não atendem os padrões para resinagem são desbastadas e comercializadas no mercado regional. As toras são direcionadas para serrarias e os toretes para a produção de chapas de MDP e MDF na indústria moveleira.

3 P r o c e s s a m e n t o mais

Ao atingir 12 anos, a floresta está pronta para o processo de resinagem. Iniciamos a atividade manual de estriagem nos troncos das árvores de Pinus elliottii, por onde a resina é extraída. Este processo dura 8 anos, seguido de um ano de descanso e do corte raso da área quando completa 21 anos.

A resina extraída de nossas florestas é direcionada para processamento na Unidade Resina RS e corresponde a cerca de 24% da demanda do nosso processo de fabricação de breu e terebintina. O restante da demanda é oriundo de pequenos produtores do entorno e do mercado nacional.

A goma-resina extraída nas florestas passa por processos de malaxagem, filtragem, decantação e destilação, quando ocorre a separação do breu e da terebintina. O breu é um produto sólido, embalado em recipientes metálicos, sacos de ráfia ou papel e a terebintina é armazenada em tanques específicos, por se tratar de um produto líquido.

O breu é utilizado para aplicações em produtos como colas, adesivos, sabões, esmaltes, isolantes elétricos, goma de mascar, ceras e expectorantes. Já a terebintina é usada como solvente em tintas e vernizes, fabricação de corantes, ceras, desinfetantes (óleo de pinho), cânfora, sabões, graxas inseticidas, vedantes, fixadores de perfume entre outros.

Monitoramento dos impactos socioambientais nas operações: Durante as atividades de manejo florestal realizamos monitoramentos pré e pós operações buscando identificar os impactos socioambientais das operações. Além disso, com apoio de consultoria externa, realizamos uma avaliação de impactos socioambientais em nossas comunidades no entorno. O próximo ciclo de pesquisa será realizado em 2018.

Dentre os principais impactos identificados encontram-se: melhorias no sistema viário rural dos municípios, dispersão de Pinus nas áreas lindeiras e geração de emprego e renda para a região. Quando identificados impactos negativos, aplicamos medidas mitigadoras e preventivas, visando amenizar e prevenir novas ocorrências. Nossas equipes também mantém o diálogo com representantes da comunidade buscando captar as necessidades de ações preventivas e corretivas.

Passados os 21 anos do ciclo de manejo, realizamos o corte das árvores (corte raso) para comercialização no mercado regional.

CURIOSIDADES DO NEGÓCIO FLORESTAL RS

  • A operação de resinagem é consolidada na Europa há muitos anos. Ao Brasil, foi trazida pelos portugueses entre o fim dos anos 60 e início dos anos 80.
  • Nossa unidade foi a primeira fábrica de breu e terebintina do Brasil.
  • No processo de resinagem, uma árvore é dividida em 4 faces. Ao longo de um ciclo de 21 anos é possível explorar de 2 a 3 faces por árvore. Em cada face é possível fazer 72 estrias em um período que compreende entre 6 e 8 safras.
  • A resina que escorre pelas estrias é coletada em sacos acoplados às árvores.
  • Quanto mais velha uma árvore, melhor a qualidade da resina extraída.
  • 1 colaborador faz cerca de 1.700 estrias por dia. Para isso, caminha uma média de 7,6km/dia.
  • A média de resina coletada na safra 2016-2017 foi de 2,780kg por árvore.

Ao longo de 2017, realizamos investimentos em infraestrutura civil que buscaram a otimização dos processos, a melhoria da segurança operacional e a adequação ambiental da Unidade Resina RS – Balneário Pinhal. Entre os projetos desenvolvidos, destacam-se:

 

INVESTIMENTOS GANHOS
Reforma e ampliação do laboratório de análises químicas da Unidade Garante o atendimento de nossos produtos aos requisitos estabelecidos pelos clientes.
Reforma e substituição do telhado da Unidade Segurança operacional, melhoria estética e proteção contra entrada de pragas e vetores otimizando os processos às boas práticas industriais.
Projeto de dimensionamento e reforma do sistema hidráulico Melhores condições de trabalho garantindo a quantidade e qualidade de água necessária para a produção de breu e terebintina na etapa de destilação na fábrica.
Revitalização do pavimento interno fabril Proteção ambiental, oportunidades de otimização das atividades, melhoria estética, 5S e boas práticas de fabricação.
Aprimoramento da tratativa do efluente industrial Redução da emissão e aproveitamento do poder calorífico da água proveniente do processo de destilação em outras etapas do processo.

Também iniciamos as obras para reforma e adequação dos tanques reservatórios de terebintina, previsto para conclusão em 2018 e o projeto preventivo completo para todas as áreas da Unidade, com execução programada para 2018 e 2019.

Em fevereiro de 2017, um incêndio florestal foi registrado em uma área da Companhia no município de Cidreira (RS). Ao longo de seis dias, 300 pessoas entre colaboradores, brigada de emergência, bombeiros civis e militares, com apoio de 18 viaturas e outras empresas do setor, trabalharam incessantemente para deter o fogo. A área total afetada foi de 1.255 hectares, acarretando em um impacto negativo no ativo biológico da Habitasul Florestal de R$ 5.384 mil.