Responsabilidade Ambiental

A responsabilidade ambiental é intrínseca aos processos, evidenciada pela nossa intenção estratégica. O nosso comprometimento envolve a geração de impactos positivos por meio da eficiência de nossos processos, com foco na reutilização de recursos e na preservação do meio ambiente

(DMA, 307-1) Nossa gestão ambiental também é orientada pela legislação vigente e monitorada por meio de um software atualizado mensalmente, cujo conteúdo guia nossos planos de adequação e conformidade. A Política Ambiental e as certificações conquistadas e/ou almejadas também orientam nossas práticas.

Unidade FSC® ISO 14001:2015 ISO 14064:2006
Papel SC – Campina da Alegria  
Papel MG – Santa Luzia    
Embalagem SC – Campina da Alegria      
Embalagem SP – Indaiatuba      
Embalagem SP – Vila Maria      
Resina RS – Balneário Pinhal  

 

Nas unidades ainda não certificadas com a ISO 14001:2015 temos trabalhado no encaminhamento do atendimento à legislação e adequação de infraestrutura.

Este conjunto de diretrizes norteou a definição de procedimentos internos para a identificação de aspectos e impactos ambientais, licenciamento ambiental e contenção de produtos químicos. Dispomos, ainda, de procedimentos ambientais que respeitam as características do nosso negócio e as particularidades de cada Unidade.

Controles ambientais são definidos a partir de uma análise de significância dos impactos apurados em nosso processo produtivo. Nossas auditorias internas também buscam assegurar a conformidades dos processos e a mitigação dos impactos.

Concluímos 2017 com R$ 527.659,39 investidos em projetos e ações ambientais. Os investimentos que vêm sendo realizados ao longo do tempo, de forma contínua e significativa, buscam mitigar os impactos inerentes às nossas atividades.

 

ÁGUA

(DMA) Do plantio das sementes ao produto final, a água é essencial para os nossos processos e está intimamente ligada à estratégia dos nossos negócios. Em Santa Catarina, os recursos hídricos impactam diretamente a geração de parte da energia consumida em nosso maior parque industrial, proveniente de três Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCHs).

Monitoramos, constantemente, oportunidades para a otimização da eficiência operacional por meio da redução de consumo de água e alternativas para reuso e fechamento de circuitos. A conservação da biodiversidade, a preservação das nascentes e mananciais, assim como o manejo florestal adequado são práticas necessárias para a garantia da disponibilidade deste recurso em longo prazo.
303-1

Total de água retirada por fonte (m³)

Fonte 205 2016 2017
Superficial 4.701.968 4.695.140 4.745.355
Subterrânea 179.927 172.487 154.437
Concessionária 11.116 9.838 17.201
Total 4.893.011 4.877.465 4.916.993

Superficial: Unidades Papel SC e Papel MG e Embalagem SC (Captação de Rio)
Subterrânea: Unidades Papel MG, Embalagem SP – Indaiatuba, Embalagem SP – Vila Maria e Resina (Poços)
Concessionária: Unidades Papel SC, Embalagem SC, Embalagem SP – Vila Maria e Resina (Casan, Sabesp e Corsan)

 

Ao longo do tempo, essas práticas nos ajudaram a reduzir o consumo específico de água (em m3) por tonelada produzida.

Consumo específico de água (m³) por tonelada produzida.

Unidade Específico /
produção bruta
Específico /
produção líquida
2015 2016 2017 2015 2016 2017
Papel SC – Campina da Alegria 19,75 19,56 18,90 20,62 20,80 20,00
Papel MG – Santa Luzia 2,33 2,52 3,48 2,40 2,64 3,65
Embalagem SC – Campina da Alegria 0,21 0,20 0,20 0,22 0,20 0,23
Embalagem SP – Indaiatuba 0,27 0,31 0,28 0,28 0,32 0,31
Embalagem SP – Vila Maria 0,57 0,56 0,46 0,74 0,59 0,48
Resina RS – Balneário Pinhal 1,71 2,35 1,99 4,00 2,35 1,99

 

(303-2) Todas as fontes de água das nossas unidades, exceto o que provém de concessionárias, são outorgadas por órgão responsável. Esta outorga para captação e uso de água indica que não há impacto significativo nos respectivos corpos hídricos em razão do volume captado.

(303-3)

Percentual de água reutilizada – Unidade Papel SC

76% Em 2015
73% Em 2016
75% Em 2017

Água reutilizada e não reutilizada da Unidade Papel SC – Campina da Alegria

2015 2016 2017
Água não reutilizada (m3)  4.655.283,88 4.643.554,40 4.620.402,78
Água reutilizada (m3) 14.995.080,00 12.434.824,66 14.072.687,28
Total (m3) 19.650.363,88 17.078.379,06 18.693.090,06

Nota: os dados são obtidos de medidores e totalizadores de vazão.

 

Resíduos

O monitoramento do consumo de matérias-primas e insumos no processo contribui para o gerenciamento dos riscos atrelados a esse tema, uma vez que impactam diretamente nossos custos operacionais

A promoção da economia circular na cadeia de valor é um compromisso da Irani, incorporado à nossa estratégia de negócios e incentivado pela Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS – Lei nº 12.305/10).

(102-12) Adicionalmente, por meio da Indústria Brasileira de Árvores, a Ibá, participamos de uma Coalizão liderada pelo Compromisso Empresarial pela Reciclagem (CEMPRE) que selou um acordo setorial para a implantação do sistema de logística reversa de embalagens em geral. As ações conjuntas das empresas participantes estão voltadas à redução de, no mínimo, 22 % das embalagens dispostas em aterros ao fim de 2018. Relatórios anuais de desempenho são submetidos à avaliação do Ministério do Meio Ambiente periodicamente.

Procedimentos específicos internos norteiam a coleta e a armazenagem dos nossos resíduos, de acordo a NBR 10.004/2004, segregados como Classe I (perigosos), Classe II-A (não-inertes) e Classe II-B (inertes), evitando contaminações. Nosso monitoramento, rigoroso e constante, permite análises orientadas para a reutilização e reciclagem, reduzindo o volume de resíduos dispostos em aterros licenciados e impactos ambientais significativos.

Volume de materiais renováveis e não-renováveis (em toneladas)

Unidade Renovável Não-renovável
Papel SC – Campina da Alegria 680.683,18 11.942,69
Papel MG – Santa Luzia 66.553,22 1.026,34
Embalagem SC – Campina da Alegria 66.952,60 626,71
Embalagem SP – Indaiatuba 86.596,49 683,01
Embalagem SP – Vila Maria 66.830,97 342,68
Resina RS – Balneário Pinhal 13.982,51 Não se aplica
981.598,96 14.621,42

Nota: São considerados apenas os materiais consumidos no processo produtivo.

 

Consumo específico de material por tonelada produzida

Unidade Específico /
produção bruta
Específico /
produção líquida
2015 2016 2017 2015 2016 2017
Papel SC – Campina da Alegria 2,70 2,82 2,83 2,85 3,00 3,00
Papel MG – Santa Luzia 1,13 1,25 1,14 1,17 1,31 1,20
Embalagem SC – Campina da Alegria 1,02 1,02 1,02 1,06 1,06 1,17
Embalagem SP – Indaiatuba 1,03 1,04 1,02 1,06 1,09 1,14
Embalagem SP – Vila Maria 1,09 1,02 1,05 1,08 1,07 1,09
Unidade Resinas RS- Balneário Pinhal 1,25 1,25 1,19 1,25 1,25 1,19

Nota: São considerados apenas os materiais consumidos no processo produtivo.

 

Peso total de resíduos

Unidade TOTAL
2015 2016 2017
Papel SC – Campina da Alegria 207.887 232.863 249.562
Papel MG – Santa Luzia 3.336 5.486 6.480
Embalagem SC – Campina da Alegria 10.185 8.982 9.573
Embalagem SP – Indaiatuba 10.316 9.773 10.328
Embalagem SP – Vila Maria 8.105 6.272 6.696
Unidade Resinas RS- Balneário Pinhal 1.923 2.644 1.983
TOTAL 241.752 266.020 284.622

 

Peso total de resíduos por tipo

EM 2017 4.112 EM 2015 3.928 EM 2014 136 Classe I
EM 2017 225.950 EM 2015 242.877 EM 2014 199.297 Classe II-A
EM 2017 20.560 EM 2015 19.215 EM 2014 28.715 Classe II-B
EM 2017 4.112 EM 2015 3.928 EM 2014 136 Classe I

EM 2017 225.950 EM 2015 242.877 EM 2014 199.297 Classe II-A

EM 2017 55.314 EM 2015 19.215 EM 2014 28.715 Classe II-B

Nota: o aumento dos resíduos de classe I foi verificado em razão das reformas mais frequente nos fornos Broby II e III.

(306-2)

Peso total de resíduos discriminado por método de disposição (em toneladas)

Método de disposição Não Perigosos Perigosos
Reciclagem 32.706,32 3.789,37
Reuso 90.491,83 0,00
Incineração 0,03 0,03
Blendagem 4,67 4,67
Compostagem 2.145,13 0,00
Recuperação 133.252,82 0,82
Aterro 21.913,69 308,06
TOTAL 280.514,48 4.111,95

Nota: O método de descarte dos resíduos foi determinado com base na classificação dos mesmos, de acordo com a NBR 10.004. A quantidade total de resíduos perigosos foi transportada e tratada em empresas devidamente licenciadas. Não houve importação ou exportação de resíduos perigosos, dessa forma, não houve nenhum percentual de transporte internacional.

 

Volume específico de resíduos por tonelada produzida (em toneladas)

Unidade Específico /
produção bruta
Específico /
produção líquida
2015 2016 2017 2015 2016 2017
Papel SC – Campina da Alegria 0,87 0,98 1,02 0,92 1,04 1,08
Papel MG – Santa Luzia 0,05 0,10 0,11 0,05 0,11 0,11
Embalagem SC – Campina da Alegria 0,15 0,15 0,14 0,16 0,15 0,17
Embalagem SP – Indaiatuba 0,12 0,13 0,12 0,12 0,13 0,14
Embalagem SP – Vila Maria 0,13 0,11 0,10 0,13 0,11 0,11
Unidade Resinas RS- Balneário Pinhal 0,20 0,22 0,17 0,20 0,22 0,17

 

Percentual de Envio de Resíduos ao Aterro

6,17% 6,93%
Papel SC
Campina da Alegria
15,00% 55,25%
Papel MG
Santa Luzia
0,30% 0,34%
Embalagem SC
Campina da Alegria
3,00% 2,04%
Embalagem SP
Indaiatuba
5,38% 5,58%
Embalagem SP
Vila Maria
80,00% 33,93%
Resina RS
Balneário Pinhal

Nota: Na Papel MG, estudamos a possibilidade de instalar uma planta de reciclagem de plásticos. Já, na Resina RS, devido à exigência da FEPAM o resíduo orgânico foi encaminhado para aterro.

23,82% Papel SC Campina da Alegria
88,76% Papel MG Santa Luzia
86,99% Embalagem SC – Campina da Alegria
92,58% Embalagem SP Vila Maria
87,37% Embalagem SP Indaiatuba

 

(301-3)

Materiais reciclados utilizados no processo

8,34% Papel SC Campina da Alegria
10,50% Papel MG Santa Luzia

Nota: Foram considerados materiais recuperados o refile proveniente das unidades de Embalagens. O refile é um rejeito do processo gerado na produção de caixas e chapas. O controle da quantidade que retorna para a Unidade Papel SC se dá por meio de notas fiscais.

Além de buscarmos oportunidades para a redução da geração de resíduos dos nossos processos, priorizamos tecnologias inovadoras e o desenvolvimento dos nossos resíduos como matérias-primas em nossos próprios processos ou em parceiros.

As aparas de papelão ondulado representam cerca de 70 % da matéria-prima do processo de produção de papel, contribuindo para a redução dos resíduos dessa natureza em áreas urbanas.

Dadas as características e particularidades do processo produtivo, a Unidades Papel SC gera, aproximadamente, uma tonelada de resíduo para cada tonelada de papel produzida. Registrando o maior volume de geração de resíduos da Companhia, é nesta unidade onde dedicamos maiores esforços na busca de soluções e alternativas que incentivem a economia circular.

(306-4) Todo os resíduos reciclados ou destinados externamente são enviados com um documento de Movimentação e Transporte de Resíduos (MTR), emitido no sistema de controle on-line do Instituto do Meio Ambiente de Santa Catarina (IMA), assegurando que destinamos os resíduos apenas para empresas licenciadas, respeitando a legislação vigente.

Nossas práticas de incentivo à economia circular incentivaram a criação de startups geradoras de emprego e renda para a região meio oeste de Santa Catarina. Algumas, inclusive, operam em terras e estruturas cedidas pela Irani.

Nas demais unidades também há iniciativas que incentivam a economia circular. Todas as aparas, refiles e tubetes gerados nos processos de produção de papelão ondulado são enviados às Unidades Papel SC e Papel MG, incorporadas como matérias-primas e transformadas, novamente, em papel para embalagens.

O futuro que queremos: até 2027, reduzir para 2% o volume total de resíduos enviados para aterro.

Efluentes

(DMA) Nossos efluentes atendem aos parâmetros exigidos pelas legislações vigentes e sua gestão é realizada de forma integrada e sistêmica.

Proveniente dos processos produtivos, da limpeza de equipamentos, drenagens de tanques, água de refrigeração e águas da chuva, os efluentes passam por um processo de tratamento interno para a retirada do material sólido e estabilização da matéria orgânica dissolvida antes da água ser devolvida à sua fonte de origem.

A utilização de parâmetros de controle é essencial para o monitoramento da qualidade das emissões hídricas da indústria. Feitos de forma sistematizada e periódica em laboratórios internos e por laboratórios creditados e reconhecidos pelo órgão ambiental, os laudos são enviados para o órgão regulador mensalmente.

(306-1)

Volume de efluente gerado (m³/ano)

Unidade 2015 2016 2017
Papel SC – Campina da Alegria 4.498.765 4.478.095 4.306.039
Embalagem SC- Campina da Alegria 11.410 11.145 9.890
Embalagem SP- Indaiatuba 10.227 9.466 10.696
Embalagem SP- Vila Maria 5.044 6.320
Resinas RS- Balneário Pinhal 6.073 7.432 5.386
TOTAL 4.526.475 4.511.182 4.360.998

 

Tratamento

Unidade Destino Método de tratamento Atende à Resolução Conama 430/2011? O efluente é reutilizado por outra organização?
Papel SC – Campina da Alegria Rio do Mato Biológico – aeração prolongada Sim Não
Embalagem SC- Campina da Alegria Rio do Mato Biológico – aeração prolongada Sim Não
Embalagem SP- Indaiatuba Estação de tratamento da cidade – ETE Mario Araldo Candello Físico-químico Sim Não
Embalagem SP- Vila Maria Estação de tratamento da cidade – ETE Parque Novo Mundo Físico-químico Sim Não
Resina RS- Balneário Pinhal Irrigação Florestal Físico-químico Sim Não

 

 

Volume específico de efluente (m³) por tonelada produzida

Unidade Específico /
produção bruta
Específico /
produção líquida
2015 2016 2017 2015 2016 2017
Papel SC – Campina da Alegria 18,91 18,41 17,61 19,93 20,06 18,64
Embalagem SC- Campina da Alegria 0,17 0,17 0,15 0,18 0,19 0,17
Embalagem SP- Indaiatuba 0,12 0,11 0,13 0,12 0,13 0,14
Embalagem SP- Vila Maria 0,00 0,00 0,10 0,00 0,09 0,10
Resinas RS- Balneário Pinhal 0,63 0,77 0,46 0,63 0,62 0,46

 

(306-5) As massas de água afetadas pelas descargas ou escoamento da água proveniente do tratamento do efluente da Companhia não estão localizadas em áreas de proteção ambiental.

Fomos a primeira empresa da América Latina a ter um projeto de Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (MDL) de tratamento de efluentes industriais validado pelas Organizações das Nações Unidas (ONU) e o primeiro do mundo completamente aeróbio.

Esta iniciativa abrangeu a modernização de um sistema de tratamento já existente para atender às Unidades Papel e Embalagem SC – que juntas formam o nosso maior parque fabril – envolvendo um sistema aeróbio chamado tratamento secundário por meio de lodo ativado com aeração prolongada. Este processo evita que o lodo fique depositado no fundo das lagoas e gere gás metano.

O projeto de MDL foi intitulado como Irani Wastewater Methane Avoidance Project e pode ser visualizado no site da ONU, sob o registro 1410. Renovado em 2015 até 2022.

Em 2018, pretendemos implantar um novo sistema de extração do lodo secundário, permitindo a manutenção das variáveis operacionais no sistema de lodo ativado e conformidade ambiental.

 

Energia

(DMA) A autossuficiência em energia é um dos objetivos estratégicos da Companhia.

Boa parte da energia consumida pela Companhia é própria, proveniente de Pequenas Centrais Hidrelétricas instaladas no entorno do maior parque industrial, em Santa Catarina, e das caldeiras. São consideradas fontes de energia limpa, uma vez que a força-motriz vem da biomassa e dos recursos hídricos.

Ao longo dos anos, em razão das melhorias de processo, substituição de equipamentos e da revisão dos nossos motores, temos reduzido o consumo de energia nas unidades.

Em 2017, na Unidade Papel MG, instalamos uma nova caldeira à base de gás natural em substituição a uma caldeira movida a óleo BPF. Esta medida contribuiu para maior geração de energia com menor impacto ambiental.

O futuro que queremos: Em médio prazo, nosso desafio é trabalhar na repotencialização das PCHs, fontes de energia limpa para as unidades de Santa Catarina.

Consumo Total de Energia (GJ)

2015
201.583 90.097 25.939 23.835 19.687 1.159
2016
213.903 76.691 21.608 22.873 16.125 1.362
2017
239.200 85.586 20.327 24.385 17.354 1.430

 

Energia
Autogerada em GJ
55% Energia
Comprada em GJ
45% Em 2016
Energia
Autogerada em GJ
55% Energia
Comprada em GJ
45% Em 2016
Energia
Autogerada em GJ
52% Energia
Comprada em GJ
48% Em 2017
Consumo de Combustível – Não Renovável 2017  GJ
Papel SC 22.947,20
Papel MG 277.368.173,76
Embalagem SC 6.643.117,19
Embalagem SP  59.269.382,01
Embalagem VM 70.243.339,34
Total 413.546.959,50

 

 

Consumo de Combustível – Renovável 2017  GJ
Papel SC 3.021.071,93
Resina 16.317,90
Total 3.037.389,83

 

Consumo de Vapor GJ
Papel SC – Campina da Alegria 2.574.747,04
Papel MG – Santa Luzia 180.513,07
Embalagem SC – Campina da Alegria 42.039,74
Embalagem SP – Indaiatuba  50.987,74
Embalagem SP – Vila Maria 42.747,03
Embalagem SP – Balneário Pinhal 36.460,80
Total 2.927.495,48

Nota: os fatores de conversão foram realizados com base nas orientações disponíveis no site da Petrobras “fórmulas de conversão”.

 

Combustível Consumo (litros) Fator de conversão (kcal/l) Consumo (kcal) Consumo (joules) 1kcal=4184 joules Consumo (MJ)
Diesel 5.120.414,30 9,16 46.976.274,99 196.540.734.549,79 196.548,73
Gasolina 60.521,02 0,33 503.041,65 2.100.073.400,34 2.100,07
GLP Restaurante 20.852,02 11,75 245,020,64 1.025.166.336,04 1.025,17
Total 99.681,97

 

Percentual de energia comprada e autogerada

45% 55%
2015
45% 55%
2016
48% 52%
2017

 

(302-3, 302-4, 302-5) Ao longo de 2017, desenvolvemos uma série de iniciativas que visaram a redução do consumo de energia elétrica como a aquisição de mecanismos mais eficientes, substituição de equipamentos, ajustes operacionais e uso de lâmpadas LED.

Essas medidas levaram nossas unidades a alcançarem as metas de redução e/ou manutenção de consumo específico de energia em MWh por tonelada produzida.

 

Consumo específico de energia (MWh) por tonelada produzida

Unidade Específico / produção bruta Específico / produção liquida
2015 2016 2017 2015 2016 2017
Papel SC – Campina da Alegria 0,71 0,75 0,75 0,80 0,79 0,79
Unidade Papel MG- Santa Luzia 0,38 0,39 0,40 0,41 0,41 0,42
Embalagem SC- Campina da Alegria 0,11 0,10 0,09 0,10 0,10 0,10
Embalagem SP- Indaiatuba 0,08 0,08 0,08 0,08 0,09 0,09
Embalagem SP- Vila Maria 0,09 0,08 0,08 0,08 0,08 0,08
Resina RS- Balneário Pinhal 0,03 0,03 0,03 0,03 0,03 0,03

 

(302-5) Desde 2005, contamos com uma caldeira de cogeração à base de biomassa na Unidade Papel SC – Campina da Alegria. Este Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (MDL) proporciona a redução das emissões de gases do efeito estufa (GEE), como o metano e o dióxido de carbono. Esta iniciativa fez da Irani a primeira empresa brasileira do setor de papel e celulose, e a segunda no mundo a ter créditos de carbono emitidos pelo Protocolo de Kyoto.

A redução é possível devido ao uso de resíduos de base florestal (biomassa) como fonte de energia para a caldeira. Com o MDL da Usina de Cogeração, esses resíduos são reaproveitados e evitam o processo de decomposição em aterros que propicia emissões de gases causadores do efeito estufa.

Registrado na Organização das Nações Unidas (ONU) como ‘Irani Biomass Eletricity Generation Project’, em 7 de julho de 2006, está disponível para consulta no site sob o número 0404. Renovado em 2011 até 2018.

 

Emissões

(DMA) Somos uma empresa carbono neutro por natureza. Isto significa que as nossas florestas têm potencial de absorção superior às emissões da Companhia.
Fomos, inclusive, a primeira empresa brasileira a certificar um Inventário de Gases de Efeito Estufa (GEE) de acordo com a ISO 14064:2006. Para a produção anual deste documento, nos guiamos pelas diretrizes do GHG Protocol e pela Política Nacional de Mudanças Climáticas nos escopos 1, 2 e 3.

Escopo 1 – Emissões diretas: todas as emissões de GEE oriundas do processo industrial, envolvendo desde combustíveis e reagentes até a disposição de resíduos em aterro industrial.

Escopo 2 – Emissões indiretas: abrange as emissões de GEE proveniente da energia comprada de terceiros.

Escopo 3 – Emissões indiretas por outras fontes: contabiliza o consumo de combustível no transporte de matérias-primas, insumos, produtos e resíduos enviados a aterros terceiros.

Os resultados demonstram como temos evoluído em relação às emissões e remoções de gases, tomando o ano de 2006 como ano-base.

(305-1) Os MDLs contribuíram para uma significativa redução das emissões a partir de 2008. Em 2013, verifica-se um aumento decorrente da incorporação das emissões das Unidades Papel MG e Embalagem SP – Vila Maria A partir de 2017, é possível perceber os reflexos das melhorias operacionais nessas unidades, em especial pela instalação de caldeiras mais eficientes.

(305-1f, 305-2f) Nosso Inventário de GEE compreende a identificação e quantificação das fontes de emissão de GEE referentes às unidades onde temos controle financeiro e operacional: Papel SC – Campina da Alegria, Papel MG – Santa Luzia, Embalagem SC – Campina da Alegria, Embalagem SP – Indaiatuba, Embalagem SP – Vila Maria, Resina RS – Balneário Pinhal, nossas áreas florestais em Santa Catarina, os escritórios localizados em Joaçaba e Porto Alegre e da controlada Habitasul Florestal, localizada no Rio Grande do Sul.
Os resultados demonstram como temos evoluído em relação às emissões e remoções de gases.

(305-1) O ano-base utilizado até 2013 era 2006, quando publicamos o nosso primeiro inventário de gases de efeito estufa. Em 2013, incorporamos as unidades Papel MG – Santa Luzia e Embalagem SP – Vila Maria e suas respectivas emissões ao Inventário e o desafio de aprimorar a eficiência operacional de ambas as localidades. Nesse sentido, a partir de 2017, é possível perceber o reflexo deste trabalho para a redução das emissões, em especial pela instalação de caldeiras mais eficientes.

(305-1c) Emissões de fontes biogênicas (em toneladas de CO2eq)

Biodisel e gasolina – Escopo 1 110,98
Etanol – Escopo 1 3,07
Biodiesel e gasolina- Escopo 3 763,48
Licor negro – Escopo 1 163.506,51
Biomassa – Escopo 1 765.521,51
TOTAL 929.905,55

(305-1b, 305-2c, 305-3b) Nosso inventário de GEE não considera emissões decorrentes de HFCs, PFCs, SF6, NF3 por não utilizarmos substâncias precursoras desses gases nos processos industriais.

Escopo 1 – Emissões Diretas do GEE (Ton CO2eq)
71.850 42.557 8.441 10.846 10.823 13.003 17.454 72.515 103.282 90.007 87.876 50.688
(305-2)
305-2

Escopo 2 – Energia (Ton Co2eq)
1.188 1.013 2.480 1.400 2.432 1.520 695 7.279 12.172 12.959 13.723 10.167

(305-3) É possível observar a evolução do Escopo 3 desde o ano-base com a quantidade de atividades em cada ano. Ao longo de tempo, foram incluídas novas fontes, ainda que este escopo não obrigue tal contabilização. Como boa prática de gestão e dedicação ao aprimoramento do nosso Inventário, optamos por fazer esta inclusão.

Resumo do Escopo 3 (2006 a 2017)

Ano Emissões Escopo 3 MgCO2eq Quantidade de atividades
2006 4.647 3
2007 5.741 3
2008 5.945 6
2009 6.927 13
2010 9.315 16
2011 10.414 15
2012 9.868 15
2013 11.029 18
2015 12.719 18
2016 12.461 18
2017 12.926 20
Escopo 3 -Outras Emissões Indiretas do GEE (Ton CO2eq)
4.647 5.741 5.945 6.927 9.315 10.414 9.910 11.665 11.029 12.719 12.460 12.925

(305-4c)

Distribuição dos índices em função das unidades operacionais

Unidade Produção Emissões IND IND (1,2,3) IND(1,2) Produção Emissões IND (1,2,3) IND(1,2)
Papel SC – Campina da Alegria 172.201 64.127 0,37 0,07 0,06 244.527 31.942 0,13 0,10
Embalagem SC – Campina da Alegria 30,990 4.454 0,14 0,03 0,03 57.951 1.611 0,03 0,02
Embalagem SP – Indaiatuba 47.859 4.725 0,10 0,08 0,06 76.338 7.516 0,10 0,05
Resina RS- Balneário Pinhal 5.467 5,50 0,10 1,79 1,79 11.781 239 0,02 0,02
Papel MG – Santa Luzia 0,72 0,69 59.374 19.975 0,34 0,27
Embalagem SP- Vila Maria 0,22 0,21 59.075 5.735 0,10 0,08

(305-4d)

Emissões de GEE por tipo de gás

Unidades Dióxido de Carbono – CO2 Metano – CH4 Óxido Nitroso – N2O
Papel SC 10.831 11,901 9.131
Embalagem SC 1.529 79 3
Florestal SC 4.790 7 80
Florestal RS 1.424 35 24
Resina RS 102 59 78
Administrativo 399 0 4
Embalagem SP- Indaiatuba 7.385 78 52
Embalagem SP- Vila Maria 5.153 575 8
Papel MG 19.850 86 39
Total 51.463 12.901 9.418
       Percentual de gases
69,75 % 17,49 % 12,76 %

Nota: Florestal SC e Florestal RS correspondem às áreas florestais da Irani. Administrativo compreende os nossos escritórios em Joaçaba e Porto Alegre

(305-5) As emissões da Companhia totalizaram 73.782 Mg CO2eq. Este resultado foi 5 % inferior ao verifcado em 2006 e 35 % inferior ao ano de 2016. A partir de 2007, foi implementado o projeto de MDL da Estação de Tratamento de Efluentes e a consequente redução das emissões diretas. O aumento, identificado a partir de 2013, considera a incorporação das unidades Papel MG e Embalagem SP – Vila Maria. A partir de 2017, as emissões diretas reduziram signifcativamente na Unidade Resina RS, a qual deixou de realizar o tratamento anaeróbio de seus efluentes, passando a lançá-lo em corpo hídrico para fns de irrigação nas áreas de plantio do Rio Grande do Sul. Também houve signifcativa redução das emissões na Unidade Papel MG, onde houve correção no cálculo de consumo de gás natural, uma vez que em 2016 foi contabilizado na fatura da concessionária a demanda do fator médio de emissão do Grid, justifcado pelo maior uso de energia renovável no país em 2017 e do excesso de chuvas que pouco demandou o acionamento das termoelétricas. Já, as emissões indiretas por outras fontes aumentaram, principalmente, em função da contabilização do consumo de diesel pelo transporte de resíduos da Unidade Embalagem SP – Indaiatuba.

(305-4d)

Resumo por categoria de emissão (2006 a 2012)

Categorias Ano base 2006 2007 2008 2009 2010 2011 2012
Tratamento de efluentes (industrial + doméstico) 58.761 28.966 222 187 509 1.383 5.012
Consumo de energia 1.188 1.013 2.480 1.400 2.432 1.520 665
Consumo de combustíveis 9.282 7.811 4.589 5.700 4.062 4.480 4.856
Frota Terceirizada 4.647 5.742 5.945 6.927 9.246 10.361 9.882
Consumo de reagentes 2.289 3.275 174 199 453 857 756
Tratamento de resíduos sólidos (aterro industrial) 1.518 2.504 3.456 4.760 5.799 6.282 6.830
Tratamento de resíduos sólidos (aterro privado) 0 0 0 0 69 53 28
Total 77.685 49.311 16.866 19.173 22.570 24.936 28.058

(305-4d)

Resumo por categoria de emissão (2013 a 2017)

Categorias Ano base 2013 2014 2015 2016 2017 Variação % (2006-2017) Variação % (2013-2017)
Tratamento de efluentes (industrial + doméstico) 14.391 31.135 15.323 24.244 790 -98,66 % -94,51 %
Consumo de energia 7.279 12.172 12.959 13.723 10.167 755,83 % 39,69 %
Consumo de combustíveis 49.162 63.241 65.433 56.319 42.034 352,85 % -14,50 %
Frota Terceirizada 11.302 10.884 12.523 12.312 12.763 174.64 % 12,92 %
Consumo de reagentes 2.044 2.060 1.880 1.137 1.238 -45,90 % -39,43 %
Tratamento de resíduos sólidos (aterro industrial) 6.917 6.947 7.371 6.176 6.626 336,52 % -4,20 %
Tratamento de resíduos sólidos (aterro privado) 363 145 196 148 163 0,00 % -55,09 %
Total 91.458 126.584 115.685 114.060 73.782 -5,02 % -19,33 %

(305-5)

Análise de causas para a variação observada nas emissões

Categorias Variação % (2013-2017)
Tratamento de efluentes A unidade Resina RS – Balneário Pinhal deixou de realizar tratamento físico-químico e lançamento em corpo receptor de seus efluentes. Todo o efluente gerado é utilizado na irrigação do plantio de Pinus. Desta forma, não há emissões de gases de efeito estufa em decorrência do tratamento de efluentes
Consumo de energia Houve aumento de consumo global em MW/h em relação a 2016 em decorrência do aumento de produção nas unidades. Porém, as emissões reduziram, influenciado pelo fator médio do Grid e justificado pelo maior uso de energia renovável no País em 2017 pelo excesso de chuvas e menor demanda pelo acionamento das termoelétricas.
Consumo de combustíveis Houve redução significativa influenciada pelo consumo de gás natural na Papel MG – Santa Luzia, onde também ocorreu a correção do cálculo de consumo de gás natural, uma vez que, em 2016, foi contabilizada a
demanda na fatura da concessionária, sendo correto o consumo real.
Frota Terceirizada Pequeno aumento influenciado, principalmente, pela contabilização do transporte de resíduos na Unidade Embalagem SP – Indaiatuba.
Consumo de reagentes Aumento no consumo justificado pelo aumento da produção nas unidades Papel SC – Campina da Alegria e Embalagem SP – Indaiatuba.
Tratamento de resíduos sólidos (aterro industrial) Pequeno aumento em comparação à 2016, porém as emissões dos resíduos permaneceram muito próximas comparadas ao ano anterior. Este aumento foi ocasionado, principalmente, pelo resíduo de plástico F5.
Tratamento de resíduos sólidos (aterro privado) Pequeno aumento das emissões de CO2eq em devido ao aumento da geração de resíduos Classe I, especialmente tijolos do forno Broby.

(305-5)

Emissão por Categoria

Categorias 2006 2007 2008 2009 2010 2011 2012 2013 2014 2015 2016 2017 % 2006 – 2017 % 2013 – 2017
Escopo 1 71.850 42.557 8.441 10.846 13.003 13.003 17.454 72.515 103.383 90.007 87.876 50.689 -29,45 % -30,10 %
Escopo 2 1.188 1.013 2.480 1.400 2.432 1.520 695 7.279 12.172 12.959 13.723 10.167 755,83 % 39,69 %
Escopo 3 4.647 5.741 5.945 6.927 9.315 10.414 9.910 11.665 11.029 12.719 12.461 12.926 178,15 % 10,81 %
Total 77.685 49.311 16.866 19.173 22.570 24.936 28.058 91.584 126.584 115.686 114.060 73.782 -5,02 % -19,33 %

 

Balanço Emissões x Remoções

Nota: Entre 2016 e 2017, a Unidade Resina RS – Balneário Pinhal reduziu 99,2 % das emissões com uma iniciativa para a redução na geração de efluentes, deixando de lançá-lo em corpo hídrico para ser usado na irrigação do plantio de Pinus das áreas florestais do Rio Grande do Sul. Na Unidade Papel SC – Campina da Alegria, a redução foi 2,62 % em relação a 2016, afetada, principalmente, pelo consumo de energia elétrica

305-6

Emissões de Substâncias Destruidoras da Camada de Ozônio

EM 2017 65 EM 2016 65 EM 2015 75 Papel SC
EM 2017 0,325 EM 2016 4,08 EM 2015 1,7 Embalagem SC
EM 2017 2,04 EM 2016 2,72 EM 2015 2,72 Embalagem SP
EM 2017 65 EM 2016 65 EM 2015 75 Papel SC
EM 2017 0,325 EM 2016 4,08 EM 2015 1,7 Embalagem SC
EM 2017 2,04 EM 2016 2,72 EM 2015 2,72 Embalagem SP

Nota: O cálculo pode ser feito de forma direta. Tanto o método CML-IA como o ReCiPe usam a substância CFC-11 equivalente com indicador de impacto de depleção da camada de ozônio. Os dois métodos apresentam o fator de caracterização como sendo 0,05 kg de CFC-11 eq para cada kg de HCFC-22. Não adotamos a fórmula indicada pela GRI porque não produzimos, importamos ou exportamos substâncias depletoras da camada de ozônio. Os dados apresentados são referentes as emissões provenientes do uso de gás de refrigeração de ar condicionado.

 

(305-7)

Emissões atmosféricas (em toneladas/ano)

Unidades Óxido Nitrogênio Óxidos de enxofre Ácido Sulfidrico Enxofre reduzido total Material Particulado Monóxido de Carbono
Papel SC – Campina da Alegria 665,54 270,89 0,03 229,72 2638,67
Embalagem SC – Campina da Alegria 2,37 0,01
Resina RS – Balneário Pinhal 0,13 12,26
Embalagem SC – Indaiatuba 10,64 0,01
Embalagem SC – Vila Maria 1,75 0,00
Papel MG – Santa Luzia 15,97 6,95
Total 695,97 271,02 0,03 229,72 2650,93 6,97

Nota: POP e COV não são emitidos pela Companhia.

 

Respeito à biodiversidade local

(DMA) Nossos processos produtivos têm uma relação íntima com os recursos naturais. O equilíbrio nessa interação é uma estratégia que visa a perenidade dos negócios.

Santa Catarina
Em Santa Catarina, cerca de 47 % das nossas florestas é destinado à conservação e à proposta de criação de uma Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN) na comunidade de Campina da Alegria, em Vargem Bonita (SC) com 285 hectares. Em homenagem a uma das principais educadoras desta localidade, o local recebeu o nome de Profª Yara C. Nicoletti e contemplará ações de educação ambiental, pesquisa científica e uma trilha ecológica de grande relevância em função da presença de água, mata ciliar, espécies vegetais ameaçadas de extinção e animais da fauna local. Estamos na fase de adequação da matrícula da RPPN perante o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (INCRA) para a conclusão do processo e a devida averbação.

Em 2017, realizamos 9 visitas guiadas com alunos de escolas de ensino básico e fundamentais da região nesta trilha.

 

Meta 2018

Realizar, no mínimo, 7 visitas guiadas à Trilha dos Xaxins, na RPPN Profª Yara C. Nicoletti, sendo 5 dedicadas às escolas localizadas nos municípios onde temos áreas florestais e 2 abertas ao público em geral.

Ainda em 2018, nos aproximaremos dos projetos de abrangência do Programa SC Rural, desenvolvido na região do Corredor Ecológico Chapecó-Timbó, conforme orientação do Instituto do Meio Ambiente de Santa Catarina (IMA).

(304-1) Parte de nossas terras em Santa Catarina estão dispostas dentro ou adjacente ao Parque Nacional das Araucárias (ParNa), uma unidade de conservação federal criada por meio de um decreto em 2005. Possuímos representação no Conselho Consultivo participando diretamente das ações para a deliberação da execução do plano de manejo do ParNa, grupos de trabalho para atendimento de demandas específicas, uso público e apoio às atividades realizadas.

A verificação dos atributos de conservação em nossas áreas florestais foi realizada conforme o Guia ProForest e os Princípios do FSC®, com base em estudo de especialistas e na consulta pública às nossas partes interessadas. O resultado desta avaliação definiu duas áreas com atributos de alto valor de conservação, totalizando 3.150 hectares.

(304-3)

AAVC (Áreas de Alto Valor de Conservação) Área (em hectares) Tipo AVC Resultado avaliação
Campina da Alegria 1.441,34  1, 2 e 3

• Presença de espécies de aves, mamíferos e flora ameaçadas de extinção em categorias com grande ameaça;

• Trechos de remanescente em bom estágio de conservação;

• Remanescentes grandes (acima de 1000 hectares), comparados com a região extremamente fragmentada.

• Área de Reserva Legal averbada e preservada

Irani 1.708,66
Total 3.150,00

 

 

(304-3)

Medidas de Proteção e Monitoramento

AAVC (Áreas de Alto Valor de Conservação) Campina da alegria Irani
Educação Ambiental
Vigilância Patrimonial (monitoramento com bottons)
Levantamento da Mastofauna
Levantamento da Avifauna
Levantamento da Herpetofauna
Levantamento da Flora
Controle de Espécies exóticas invasoras
Manutenção de Aceiros
Controle da erosão em estradas
Iniciativa de criação de unidade de conservação particular
Avaliação de impacto ambiental

(304-1) Mais informações sobre as áreas de AAVC, assim como o estágio de cada área e as parcerias para proteção/ restauração, estão disponíveis no resumo público de manejo florestal.

(304-3) Há sete anos, assinamos um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) em razão do plantio de espécies exóticas em áreas de preservação permanente. Em 2018, finalizaremos o cronograma de colheita das áreas respeitando o objeto do TAC e estenderemos o monitoramento desta área até 2019 para garantir a recuperação ambiental.

(304-4) Nosso último levantamento de flora, realizado em 2016, registrou a presença de 44 famílias e 120 espécies em nossas terras. A família mais rica é a Myrtaceae com 26 espécies, seguida da Asteraceae (6), Lauraceae (6) e Frebraceae (5). Das espécies inventariadas, algumas estão ameaçadas de extinção, como:

 

Nome científico Nome Vulgar Aspecto de Conservação
Araucaria angustifolia (Bertol.) O. Kuntze Araucária, pinheiro brasileiro *CR, **EN
Butia eriospatha (Mart. ex Drude) Becc. Butiazeiro, butiá *VU**VU
Cedrela fissilis Vell. Cedro **VU
Dicksonia sellowiana Hook. Xaxim *CR, **EN
Ocotea porosa (Nees &Mart.) Barroso Imbuia *CR, **EN
Podocarpus lambertii Kl. Pinho-bravo *NT
Quillaja brasiliensis (A.St.-Hil. & Tul.) Mart. Pau-de-sabão *EN

* Red List of Threatened Species. Version 2016-3 – (IUCN); ** Portaria MMA nº443, de 17 de dezembro de 2014. CR – Criticamente ameaçada; NT – Quase ameaçada; EN – Em perigo; VU – Vulnerável.

A mastofauna foi mapeada em 2015, registrando ocorrência de 31 espécies distribuídas em 8 ordens. Do total, 8 estão em listas de espécies ameaçadas de extinção.

Ordem Espécie Nome popular Aspecto de Conservação
Primates Alouatta guariba clamitans Bugio VU (BR, SC)
Carnivora Leopardus pardalis Jaguatirica VU (BR), EN (SC)
Carnivora Puma concolor Puma VU (BR, SC)(BR)
Carnivora Puma yagouaroundi Gato-mourisco VU (BR)
Artiodactyla Mazama americana Veado-mateiro EN (SC)
Artiodactyla Pecari tajacu Cateto VU (SC)
Artiodactyla Tayassu pecari Queixada VU (BR), CR (SC)
Rodentia Cuniculus paca Paca VU (SC)

* Portaria MMA nº444, de 17 de dezembro de 2014.** Resolução CONSEMA nº 002, de 06 de dezembro de 2011.VU – Vulnerável; CR – Criticamente em Perigo; EN – Em perigo

A avifauna encontrada na região é basicamente florestal, com representantes dependentes de ambientes conservados (florestas) e outros ocupantes de capoeiras e bordas de floresta, portanto, menos suscetíveis a mudanças ambientais. Nossos levantamentos realizados até 2015 tiveram como objetivo conhecer as espécies existentes na área florestal, identificar espécies raras e/ou ameaçadas de extinção e, o desenvolvimento de um plano de monitoramento contínuo para a manutenção da biodiversidade.

Foi registrada a existência de 168 espécies com destaque para táxons altamente exigentes quanto a qualidade ambiental como: gavião-pombo-grande (Leucopternis polionotus), urubu-rei (Sarcoramphus papa) e cuiú-cuiú (Pionopsitta pileata) e/ou dependentes de micro-hábitats específicos, como: tovaca-de-rabo-vermelho (Chamaeza ruficauda), caboclinho-de-barriga-preta (Sporophila melanogaster), pinto-do-mato (Hylopezus nattereri) e o negrinho do mato (Cyanoloxia moesta).

Táxon / Nome Científico Nome Popular Aspectos de Conservação
Tinamus solitarius Macuco **VU
Triclaria malachitacea Sabiá-cica ** VU
Pyroderus scutatus Pavó ** EN
Sporophila melanogaster Caboclinho-de-barriga-preta * VU, ** VU

* Portaria MMA nº444, de 17 de dezembro de 2014 ** Resolução CONSEMA nº 002, de 06 de dezembro de 2011.VU – Vulnerável; EN – Em perigo

Realizamos, em 2016, o levantamento da herpetofauna com registro de 24 espécies de anfíbios entre as quais destacaram-se a presença da perereca-de-vidro (Vitreorana uranoscopa) com status de ameaça de extinção em Santa Catarina; rãzinha-do-folhiço (Ischnocnema henselii) e Trachycephalus dibernardoi que possuem distribuição restrita para matas de Araucária. No caso dos répteis, evidenciamos a presença de 9 espécies, dentre elas Echinanthera cyanopleura e Chironius bicarinatus típicas de ambientes florestais.

Em parceria com pesquisadores e instituições governamentais, também desenvolvemos estudos da biodiversidade presentes em nossas áreas florestais como:

Com análises a cada dois anos para fauna e cinco anos para flora, realizamos este monitoramento com apoio externo buscando evidenciar a manutenção dos atributos que caracterizam áreas de altos valores de conservação sob nossa propriedade. Na RPPN Profª Yara C. Nicoletti, por exemplo, identificou-se a presença de uma grande quantidade de pererecas de vidro (Vitreorana uroscopana), bioindicadora de áreas altamente conservadas que está na lista de espécies ameaçadas de extinção em Santa Catarina
Nos unimos ao Espaço Silvestre, núcleo dedicado à reabilitação da fauna silvestre, em prol do Projeto Reintrodução do papagaio-de-peito-roxo no Parque Nacional das Araucárias (ParNa), em Santa Catarina.
Realizado em convênio com a Embrapa Florestas, tem como objetivo o estudo da espécie Sapajus nigritus e suas interações com nossas florestas plantadas e nativas, visando reduzir os danos provocados por esta espécie em nossos plantios comerciais.
Cedemos nossas áreas, infraestruturas e equipes técnicas para a realização deste estudo desenvolvido pela Caipora, com o apoio da Embrapa Suínos, que tem por objetivo fornecer subsídios para aprimorar o controle sanitário e manejo de populações selvagens de javali em Santa Catarina.

Rio Grande do Sul
Nossas florestas plantadas, localizadas no litoral gaúcho, formam mosaicos com áreas de preservação permanente (APPs) e demais áreas naturais, favorecendo a conservação da biodiversidade local.

(304-3) Possuímos 75 hectares em Áreas de Alto Valor de Conservação (AAVCs), localizados nos municípios de Cidreira e São José do Norte. Estas são áreas com vegetação nativa de grande importância e representatividade regional, identificadas conforme a metodologia elaborada pelo Proforest.

(304-2) Nessas AAVCs, aplicamos medidas específicas para assegurar a manutenção e a melhoria dos valores identificados. Ações de monitoramento são conduzidas para avaliar a efetividade do manejo empregado, com o objetivo de consolidar a conservação dessas áreas e perpetuar seus benefícios. Além disso, mantemos parceria com o projeto RS BIODIVERSIDADE do governo estadual, por meio da qual, durante o ano de 2015, foi realizada em uma das áreas uma avaliação ecológica rápida (AER).

Principais ameaças aos AVC’s Ações de Moitoramento Medida de Proteção
Danos operacionais Monitoramento da fauna e flora Cercamentos das propriedades
Incêndios Monitoramento das ocorrências socioambientais Programa de combate a incêndios florestais
Atividades ilegais (caça, pesca, extração de madeira nativa, invasão de animais domésticos, etc.) Conscientização da comunidade Vigilância patrimonial / Microplanejamento das atividades florestais
Afugentamento / atropelamento de animais Remoção de espécies exóticas / Identificação visual

 

Demais fragmentos florestais da Empresa, como áreas de preservação permanente e reservas legais, também contam com medidas de manejo e monitoramento a fim de coibir atividades ilegais e promover a conservação da biodiversidade, como a vigilância patrimonial, sistema integrado de produção florestal, ações de restauração e cuidados operacionais.

(304-4) Monitoramentos anuais de fauna e flora são realizados com o intuito de compreendermos a dinâmica ambiental de nossas áreas florestais e os impactos das atividades no meio ambiente. Até o momento, já identificamos:

Grupo Espécies Ameaçadas
Aves 98
Anfíbios 36
Répteis 35 1
Mamíferos 9 1
Flora 60 8